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Arquivo da Categoria ‘Ferramentas E-commerce’

Comércio eletrônico se expande no País

3, setembro, 2009

Por Emerson Coelho - Do Diário do Grande ABC

O comércio eletrônico no País vem crescendo a cada dia e ainda tem muito espaço para se expandir. Segundo especialistas, somente 3% do comércio varejista realiza negócios via internet. Nos Estados Unidos esse número é de cerca de 7%.

De acordo com dados da E-bit (empresa que é referência em informações sobre o segmento), no primeiro semestre deste ano as vendas on-line cresceram 27% em comparação com o mesmo período do ano passado e esse mercado de e-commerce movimentou R$ 4,8 bilhões.

“Só neste ano foram 2 milhões de novos consumidores que passaram a comprar pela internet e esse número tende a crescer cada vez mais dentro de um universo de 60 milhões de internautas do Brasil”, explica o diretor geral da E-bit, Pedro Guasti.

Ele salienta que o comércio eletrônico no País tem a capacidade de surpreender até mesmo os mais otimistas. “O faturamento alcançado nesses primeiros seis meses do ano supera as expectativas. É um mercado muito dinâmico e competitivo e isso permite ao consumidor optar pelas melhores ofertas. Hoje, já passam de 15 milhões de pessoas que já tiveram pelo menos uma experiência de compra pela internet”, afirma o executivo.

Segundo Guasti, com o crescimento vertiginoso do setor, torna-se cada vez mais importante que as empresas busquem seu espaço na rede mundial de computadores para vender seus produtos.

“Há cerca de dez anos bastava que a empresa tivesse seu espaço na web, mas hoje isso mudou e a internet tornou-se uma ferramenta indispensável para realização de negócios.”

FERRAMENTAS - O professor da Fundação Getúlio Vargas e especialista na área de varejo William Ervedeira Maillaro, compartilha da mesma opinião e acredita que atualmente é indispensável para as empresas utilizarem as diversas ferramentas disponíveis na internet para alavancarem suas vendas e fidelizar clientes.

“Além do site, o uso de blogs, e-mail marketing e comunidades de relacionamento como Twiter, Facebook e Orkut ajudam a aumentar o fluxo de clientes para a loja física”, comenta Maillaro.

O especialista aponta que a internet também é importante para que o comerciante entenda quais os hábitos dos consumidores, o que antes só era possível por meio de pesquisas.

“A web ajuda a aumentar as vendas por indicação de clientes que já compraram, além de ser uma importante ferramenta para divulgar promoções”, explica.

Maior número de usuários favorece comércio virtual

Outro fator que contribui para o aumento das compras on-line, segundo especialistas, é o maior acesso da população à internet e a maior facilidade para compra de computadores.

“Atualmente observamos um crescimento de cerca de 41% na utilização da internet pela classe C; além disso, faixas etárias que antes não tinham acesso à rede hoje estão tendo. No ano passado, por exemplo, houve um incremento de 23% no acesso de pessoas com 65 anos ou mais”, salienta o professor da Fundação Getúlio Vargas e especialista na área de varejo, William Ervedeira Maillaro.

TENDÊNCIA - Para o chefe do departamento de Marketing e Pesquisa de Mercado da ESPM, Marcelo Demidio, o crescimento do comércio eletrônico já começa a causar uma mudança de comportamento no varejo. “Nos Estados Unidos, por exemplo, alguns lojistas estão diminuindo os estoques de suas lojas físicas para suprir a alta demanda das lojas virtuais. O Brasil deve caminhar no mesmo sentido”, comenta.

Segundo especialistas, os interessados em ingressar no mercado do e-commerce gastam a partir de R$ 5.000 para criação de uma loja virtual, com recursos de segurança e de pagamento eletrônico.

O investimento é mais baixo para a criação de um site institucional, variando de R$ 300 a R$ 1.500, dependendo dos recursos.

Um site informativo, com no mínimo sete páginas de texto e um formulário de contatos, adequado a uma empresa que deseja apenas estar na internet, tem um custo mínimo de desenvolvimento de cerca de R$ 600. Já um site com enquetes, votações, busca, espaço para comentários, entre outros recursos não sai por menos de R$ 1.500.

Além dos gastos com a criação, é necessário que a empresa possua CNPJ para registrar um domínio no site da Fapesp (R$ 50 anuais) e contrate os serviços de um provedor para hospedagem do site, custo que varia de acordo com o plano escolhido.

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CBN - Podcast - Carlos Alberto Sardenberg

29, agosto, 2009

Carlos Alberto Sardenberg
sexta-feira, 28 de agosto de 2009 18:55
Nossa dinâmica tributária atual é perversa

icon for podpress  Carlos Alberto Sardenberg [4:43m]: Download

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Entrevista sobre Comércio Eletrônico

7, agosto, 2009

Por Oséias Gomes - Diretor Executivo da Komunike EmpresaClick / LojistaOnline.

Veja nesta entrevista o que significa ter um Comércio Eletrônico, entenda o fenômeno do e-commerce, e como está acontecendo esta transformação do consumidor para o e-consumidor. Saibas ainda as vantagens de ter um Comércio Eletrônico, e veja ainda as perguntas mais freqüente que o lojista tem na hora de criar a sua loja online.

PARTE 1

PARTE 2

PARTE 3

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Passo-a-passo para a montagem da loja virtual

7, agosto, 2009

Por Redação do LojistaOnline - Abnor Gondim

É preciso definir os produtos, os meios de pagamento e a forma de entrega. Daí fica mais fácil escolher o programa e a empresa que vão conectá-lo ao comércio eletrônico

Há motivos de sobra para ingressar no Comércio Eletrônico. Desde que surgiu em meados dos anos 90, logo após a expansão mundial da web, esse importante recurso da modernidade proporcionou uma verdadeira revolução na forma de comprar e vender. Mas saiba que muitas novidades ainda estão em curso. E o tempo atropela os que perdem o bonde da inovação.

Pesquisa recente aponta que 13,2 milhões de brasileiros já compraram pelo menos uma vez pela internet – 51% eram do sexo feminino e 19% tinham mais do que 50 anos. Os produtos mais comercializados pela web foram os seguintes:

Livros

17%

Saúde e beleza

12%

Informática

11%

Eletrônicos

9%

Eletrodomésticos

6%

Fonte: e-bit (Ver o ano)

Mas, a cada dia, novos segmentos empresariais, inclusive de serviços, ingressam nessa onda comercial e abrem uma porta na Internet. E, apesar dos efeitos da crise econômica internacional em todos os segmentos da economia, as vendas online continuam crescendo no Brasil e em todo o mundo.

Dentro de pouco tempo, as empresas que já estão na rede mundial de computadores terão que aprimorar suas lojas virtuais. Háverá também pedidos feitos por aparelhos celulares e, em breve, pela TV Digital.

Se você estiver fora dessa onda, estará perdendo importantes oportunidades no mundo dos novos negócios.

Segue o passo-a-passo preparado pelo LojistaOnline para montar com sucesso o seu empreendimento virtual:

1º PASSO – DEFINA O QUÊ E COMO VAI VENDER

Em verdade, para criar a sua loja virtual, basta você ter alguns produtos ou serviços para vender. Aliás, vender é a principal missão de quem empreende. Nenhum negócio existe sem vendas.

Então, o primeiro passo é definir o que você quer vender e como. Com isso, torna-se indispensável preparar os seguintes arquivos e informações:

· Logomarca da empresa

· Nome da loja e o registro do domínio (endereço eletrônico) na internet , que pode ser feito pelo site www.registro.br

· Lista com os nomes e preços dos produtos a serem comercializados na web

· Imagem de cada produto

· Informações sobre cada produto, para montagem da página correspondente

· Definição sobre vendas no varejo ou por atacado

· Decisão sobre parceria com colaboradores, a exemplo de revendedores e distribuidores comissionados

Outras informações revelantes sobre a sua loja virtual devem ser fornecidas, tais como:

· Localização e imagem da empresa

· E-mail para a seção Fale Conosco

· Política de privacidade (procedimentos da empresa para preservar o sigilo dos dados de seus clientes)

· Mapa do site.

2º PASSO – ESCOLHA COMO OS CLIENTES VÃO FAZER OS PAGAMENTOS

Na loja virtual, a comodidade é o principal atrativo da clientela. Conheça e escolha as formas de pagamento, a vista ou a prazo, existentes na rede:

· Débito em conta corrente

· Depósito bancário

· Contra- entrega em dinheiro ou cheque

· Cobrança personalizada

· Cheque pré-datado (vendas no atacado) ,

· Boleto bancário (a vista)

· Boleto bancário (a prazo para vendas no atacado)

· Gateway, modalidade que reúne todas essas opções, oferecida mediante convênio com sites especializados (uol, locaweb, pagamentocerto, mercadolivre etc.)

Algumas formas de pagamento exigem convênio com a instituição financeira ou prestadora de serviços de pagamento pela inernet. Mas atenção: há organizações que só firmam convênio com pessoa jurídica, a exemplo de cartão de crédito.

3º PASSO – SELECIONE AS FORMAS DE ENTREGA DOS PRODUTOS

Quem compra pela internet precisa contar com um sistema de entrega eficiente. Caberá ao lojista oferecer ao consumidor alternativas de tempo e custo de entrega dos produtos. Isso tem que estar claro e transparente quando a compra for efetuada.

Há diversas formas de envio das mercadorias, a exemplo de:

· Carga aérea

· SEDEX

· SEDEX 10

· Encomenda normal

· PAC, o serviço econômico de encomenda dos Correios

· Motoboy

· Entregas personalizadas.

É claro que há produtos com entrega virtual, sem necessidade de cálculo de frete ou endereço para entrega. Por exemplo: programas de computados que podem ser baixados via e-mail ou download.

O lojista deve estabelecer uma política transparente com os clientes para os casos de troca e devoluções de mercadorias.

4º PASSO – AVALIE E CONTRATE A SOLUÇÃO DE COMÉRCIO ELETRÔNICO

Uma tarefa dos empreendedores é avaliar quais soluções de programas ou empresas de Comércio Eletrônico que atendam melhor suas necessidades e expectativas.

Para fazer a escolha certa, o lojista deve levar em conta a qualidade dos seguintes aspectos oferecidos pela solução:

  • Design
  • Navegabilidade
  • Facilidade na hora de colocar e tirar um produto da loja e de fazer modificações no estabelecimento comercial online
  • Gestão dos cadastros de clientes, fornecedores, produtos e pedidos
  • Monitoramento das vendas e do número de acessos à loja na internet.

Vale conferir as seções mais importantes sugeridas pelo Lojista Online para a montagem de uma loja virtual:

  1. Página Principal com a logomarca da empresa e a lista de produtos em destaque ou promoção
  2. Menu do site com as seções das categorias dos produtos
  3. Página de detalhes dos produtos
  4. Página da cesta de compras (o carrinho de compra)
  5. Página que permite alterar e excluir produtos da cesta de compras
  6. Página de finalização do pedido.

Para se tornar mais competitiva na web, a loja virtual deve contar ainda com os seguintes atrativos e funcionalidades:

  1. Busca rápida e avançada de produtos por palavras-chave, seção, faixa de preço e outras características
  2. Uma página para cada produto com todas as informações correspondentes à descrição e opção de várias fotos de cada item
  3. Páginas, banners ou poupaps para lançamentos de produtos em promoção
  4. Captura de e-mails para marketing digital
  5. Estrutura de site que propicia excelente indexação em sites de busca e de comparadores de preços
  6. Opção para que os clientes indiquem o site e o produto da loja para outros clientes
  7. Recomendação de produtos para venda cruzada

Veja bem, não basta abrir a loja virtual. É fundamental contar com suporte técnico eficaz tanto para o lojista quanto para o cliente.

Enfim, grande parte do sucesso de sua loja virtual está nas ferramentas que você utiliza. Por isso, é importante que pense bem na hora de adquiri-las. O consumidor vai agradecer.

Não esqueça também de caprichar na escolha do visual da loja online. Esse é o outdoor de sua empresa na web que atrair os internautas ao seu mundo de negócios.

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O que faz a DIFERENÇA na sua Loja OnLine

14, maio, 2009

Por Redação do LojistaOnline

Pesquisa realizada em mais de 1.500 lojas online de todo o Brasil conveniadas ao e-bit encontrou os dez ítens que faz toda a diferença na hora da compra Online.

1) - Facilidade de Comprar,
2) - Seleção de Produtos,
3) - Informação sobre os Produtos,
4) - Preços,
5) - Navegação,
6) - Entrega no Prazo,
7) - Qualidade dos Produtos,
8 ) - Qualidade do Atendimento a Clientes,
9) - Política de Privacidade,
10) - Manuseio,
11) - Envio dos Produtos.

A pesquisa foi realizada entre os dias 1º de janeiro a 30 de abril deste ano.

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Crimes virtuais triplicam na sexta-feira 13

13, março, 2009

ovirusOs fraudadores usam e-mails ou sites como porta de entrada para capturar informações do usuário
por Viviane Maia

Muito cuidado ao abrir seu e-mail nesta sexta-feira,13 de março. Não se trata de pegadinha ou qualquer conversa fiada.

Os ataques virtuais costumam triplicar nas sextas-feiras 13, de acordo com um estudo da Identify Theft Resource Center, instituto de pesquisa americano especializado em tecnologia.

E a própria Federação Brasileira de Bancos (Febraban) confirma que os ataques fraudulentos costumam ocorrer com mais freqüência nessas datas em sites de transações eletrônicas.

Atualmente, com a evolução dos programas de segurança, os ataques costumam buscar ganhos financeiros. Como ocorrem?

“Enchendo a caixa de e-mails dos usuários com mensagens que têm links que, se acessados, capturaram os dados do internauta quando ele está em um site de comércio eletrônico ou usando o internet banking”, afirma Hugo Costa, diretor comercial e de marketing da ACI Worldwide, especializada em soluções de segurança para transações eletrônicas.

Esses emails, chamados de phishing, usam mensagens de correio eletrônico ou sites como porta de entrada para capturar informações do usuário. De acordo com o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil, dos quase 223 mil incidentes de segurança da internet brasileira, 62,3% são desse tipo de ataque. Não há, porém, estatísticas sobre o número de brasileiros que perderam dinheiro em função dessa fraude financeira eletrônica.

Nos Estados Unidos, um estudo do instituto de pesquisa Gartner mostrou que 7,5% dos cidadãos americanos já perderam dinheiro devido a algum tipo de fraude eletrônica em 2008. O vazamento das informações causado pelos ataques é o que provoca a maioria dos danos financeiros. Em 19% das fraudes financeiras, a causa foi o vazamento das informações e 13% delas foi um ataque de phishing. “Por isso, todo cuidado é pouco”, afirma Costa, da ACI Worldwide.

De acordo com a Febraban, os bancos brasileiros investem cerca de R$ 1,5 bilhão por ano em sistemas de segurança. Para Costa,é importante ter políticas de segurança para não correr nenhum risco.

O estudo aponta ainda que, em comparação aos consumidores em geral, as pessoas que sofreram perdas financeiras são duas vezes mais propensas a mudar seus hábitos em relação ao comércio eletrônico e até mesmo ao uso dos serviços de internet banking.

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eBay prepara-se para transformação com crescimento do PayPal

13, março, 2009

Por Alexandria Sage

SAN JOSE, Estados Unidos (Reuters) - O eBay, que compete em um mercado de comércio eletrônico lotado e em desaceleração, está se “reconstruindo” como companhia, e o primeiro passo será acelerar o crescimento do sistema de pagamentos PayPal, declarou o presidente-executivo do grupo na quarta-feira.

John Donahoe, presidente-executivo do eBay, declarou na reunião anual da empresa com analistas que já era mais que hora de mudar os seus negócios de mercados online, e que o ritmo de mudança visto recentemente ganhará força.

“Hoje nós queremos mostrar a vocês um eBay diferente”, disse Donahoe a uma multidão de analistas e investidores, em San Jose, Califórnia. “O eBay que vocês conheciam não é o eBay que somos ou o eBay que seremos.”

Scott Thompson, presidente do PayPal, acrescentou que o mercado de pagamentos online duplicará seu movimento em dois anos.

“Acreditamos que ele será maior que os mercados de varejo porque sua audiência alvo é todo o comércio eletrônico”, disse Donahoe aos analistas.

“O cerne dos negócios do eBay precisa mudar, e mudará”, afirmou Donahoe, acrescentando que as mudanças realizadas até agora não foram suficientes.

O líder dos leilões online, que também opera o serviço de telefonia via Internet Skype, está tentando convencer Wall Street de que continua a ser uma empresa vibrante, com muito crescimento ainda por realizar.

Donohoe alertou que o crescimento na divisão de mercados –o principal propulsor de receita e lucro da empresa, com vendas online de todo tipo de produtos, de carros a eletrodomésticos– vai desacelerar em 2009 e acompanhar o desempenho do mercado de comércio eletrônico em geral em 2010. Mas em 2011 ele deve superar o movimento da divisão de comércio eletrônico.
Os investidores questionam se a empresa é capaz de melhorar seu desempenho diante da recessão e se ela conseguirá resistir à forte performance da Amazon.com no varejo.

A empresa de alcance mundial sofreu queda de dois terços no valor de suas ações, nos últimos 12 meses. Mas, em possível referência à concorrente, Donahoe afirmou que “nosso negócio não é o varejo. Não queremos ser um varejista”.

Nos últimos anos, o eBay comprou operações de classificados ao redor do mundo para diversificar suas operações, mas alguns analistas e investidores defendem que a empresa deveria se separar da PayPal ou da Skype.

“Já nos desculpamos pela Skype”, disse Donahoe. Ele acrescentou que a companhia deve “tomar as decisões corretas” para maximizar o valor da Skype.

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As vantagens e os perigos do e-commerce

10, fevereiro, 2009

foto_sandra-turchiMuitos micros e pequenos empresários devem estar se questionando se ainda podem ficar fora da internet, visto que o seu dia-a-dia é tão desgastante, com tantas demandas, que parece ser impossível pensar em mais uma tarefa. Pois é… lamento informá-los, mas não há como evitar, o futuro dos negócios passa por esse caminho.

Apenas para lembrar: há mais de 1,4 bilhões de pessoas online (22% da população mundial), mais de 500 mil pessoas que entram na internet pela primeira vez, há mais de 165 milhões de sites. O Brasil já é o sexto país em número de usuários, com mais de 50 milhões de pessoas e é o primeiro no ranking latino. Mais de 24 milhões de brasileiros acessam de suas casas e aproximadamente 37% dos usuários pertencem à classe C. Além disso, é o primeiro país em tempo de navegação, pois a média de tempo gasto pelos brasileiros é de 24 horas/mês.

A previsão de faturamento para o ano de 2008 está em torno de 8,5 bilhões de reais, o que representa 40% a mais do que em 2007, e as mulheres são responsáveis por 50% das compras via internet.  Somente no primeiro semestre de 2008 foram emitidos mais de 11 milhões de pedidos online no Brasil, com ticket médio de 324 reais, com 3,5 milhões de novos consumidores. Os produtos mais vendidos são livros, revistas, artigos de informática, saúde, beleza, eletrônicos e eletrodomésticos.

Embora as micro e pequenas empresas ainda estejam um pouco distantes em termos de acesso e de estrutura de e-commerce na web (27% das micro e pequenas receberam pedidos online, sendo que nas grandes, 45% receberam esse tipo de pedidos), o momento é muito propício pois há diversas  iniciativas sendo implementadas, por instituições especializadas, para levar a esse grupo de empresários diversas soluções práticas que possibilitam uma ampla visão dos procedimentos e investimentos necessários para sua entrada no mundo digital. Essa entrada pode ocorrer de forma bastante consistente e econômica, para que estes atendam seus clientes de maneira segura e moderna, além de poderem acessar novos mercados e trazer novas receitas para seus negócios.

Como exemplo, há instituições bancárias com linhas de crédito especiais, empresas que apresentam lojas virtuais pré-formatadas, empresas com soluções para atender à questão da logística de forma prática e viável, há cursos para facilitar a divulgação nos mecanismos de buscas, normalmente utilizada para que a empresa seja localizada de acordo com a necessidade do consumidor que está procurando algo específico, enfim, toda uma gama de opções que possibilitam a entrada nesse novo mecanismo de vendas.

Porém, há uma questão muito importante a ser salientada, que é a segurança, tanto para quem vende como para quem compra na internet. Para quem está estruturando sua loja virtual é fundamental procurar se utilizar de fornecedores com credibilidade no setor, para trazer maior confiabilidade, bem como ter certificação de dados, utilizando-se de empresas especializadas nesse aspecto, e com isso trazer maior segurança aos seus clientes.

Do lado do consumidor algumas precauções devem ser tomadas antes de qualquer compra a ser realizada pela internet. Procure verificar se o site que você está acessando possui essa certificação de dados, como citado acima. Para isso existe um símbolo que valida o site, basta procurar. Depois da escolha dos produtos, quando estiver evoluindo para a parte da transação e pagamento, verifique se aparece a informação de que você está em uma “área segura” do site (aparecerá um cadeado e também “HTTPS”, esse “s” significa que você está seguro), isso quer dizer que as informações estarão trafegando de forma ‘encriptada’, ou seja, não correm o risco de ser “roubadas”.

Outro aspecto que você pode observar é se a empresa investe em algum tipo de divulgação na internet (banner’s, links patrocinados nos sites de busca, etc…), e se a empresa tem algum tipo de pesquisa para avaliação de satisfação ao final do processo de compra, o que demonstra que ela é mais idônea e se preocupa com a volta do cliente.

O consumidor pode optar também por adquirir produtos em lojas já conhecidas no mundo real, quer dizer, aquela loja que ele já costuma comprar nos shopping center, por exemplo, para ter maior certeza de que a loja existe e usar a internet a seu favor, para não pegar filas ou mesmo ter que pagar estacionamentos. Outro benefício muito interessante para quem compra é a forma de pagamento, normalmente até 12 parcelas, e com entrega gratuita ou com baixo custo. Vale a pena.

*Sandra Turchi – Superintendente da Associação Comercial de SP
(principais fontes utilizadas: e_bit, Comite gestor da Internet no Brasil, UOL statistics, IAB)

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Pequena quer fatia de 30% das vendas virtuais

22, janeiro, 2009

CDI - SÃO PAULO - Apesar de o comércio eletrônico (e-commerce) no País estar crescendo a taxas médias de 40% ao ano, um dos principais desafios do setor, que fechou 2008 com R$ 8,2 bilhões de faturamento, é inserir neste ambiente as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), que representam 93% dos estabelecimentos formais em operação. A meta de entidades, como a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net), é que até 2010 as empresas com este perfil representem 30% do comércio virtual, cujos ganhos previstos estão na casa dos R$ 15,4 bilhões.

Atualmente existem mais de 16 mil lojas virtuais em funcionamento, mas as 18 maiores lojas são responsáveis por 80% do volume de vendas geradas o setor. “Queremos ampliar a participação desses empresários no ambiente eletrônico. Este é um mercado com imenso potencial e o número de empresas precisa crescer para atender à demanda de novos consumidores”, pontua Gerson Rolim, diretor executivo da Camara.e-Net.

O executivo comenta que muitas das compras efetuadas no e-commerce ainda são de itens como CDs e DVDs, mas que comercialização de livros, equipamentos de informática, sobretudo os eletrônicos, estão ganhando mais espaço. Entretanto, para Rolim, a saída é identificar um nicho de mercado e desenvolver estratégias fortes para conquistar o público. “Os grandes varejistas tem um mix de produtos gigantesco e mesmo assim não consegue suprir as necessidades de uma grande parcela dos e-consumidores por não vender produtos de uma determinada categoria.”

O diretor executivo da entidade ressalta que os pequenos investidores devem focar suas atividades em nichos de consumo diferenciados. Esta foi a saída encontrada pelo microempresário Jorge Narciso Jr., que fundou há quatro meses a loja Areia Doce, voltada para público feminino.

Com expectativa de faturar R$ 100 mil no primeiro ano de funcionamento, o estabelecimento virtual possui no seu mix itens de decoração, jóias importadas e bijuterias, acessórios e livros, todos, segundo o proprietário, voltados para o bem-estar. “Por trabalhar nas áreas de educação e nutrição, tenho muito contato com o público feminino e, por viajar bastante, tenho mais de cinco mil contatos diretos, que confiam no meu trabalho”, explicou Narciso Jr. sobre a sua motivação para ingressar no comércio eletrônico.

O empresário acredita que não possui muita concorrência, pois não vende apenas as principais marcas, mas kits que incluem cosméticos e jóias, produtos em sua maioria exclusivos, “principalmente as jóias, que são importadas da Indonésia”. O investimento inicial, incluindo estoque, programação e hospedagem do site foi orçado em R$ 10 mil, concretizado com capital próprio. Para incrementar as vendas, Narciso aposta em meios de divulgação como newsletter, sites e material impresso, distribuído em diversos eventos.

Assim como os grandes varejistas físicos e virtuais, ele adotou a estratégia de queimar o estoque restante das vendas de final de ano. Entre os fornecedores da loja Areia Doce estão as marcas de cosmético e perfumaria Muriel, Natuflora e Aroma Real, além da Livraria Biruta. “Neste ano pretendemos ampliar mais as linhas de produtos e passar a disponibilizar itens para o público masculino, pois recebemos pedidos de muitas clientes que desejam comprar presentes para seus maridos, filhos ou namorados”, diz.

Suporte

O proprietário da Areia Doce contou que a principal dificuldade para iniciar o negócio foi a falta de suporte, por isso “apanhou um pouco para desenvolver a loja”. Narciso Júnior participou apenas de alguns cursos do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), porém, eles não estavam relacionados ao comércio eletrônico.

Sandra Turchi, responsável pelo desenvolvimento do projeto de inclusão das MPMEs no ambiente virtual da ACSP conta que esta é a atitude da maioria dos empresários. “Na maioria das vezes, ele faz tudo sozinho e não tem tempo de procurar informações. As entidades que representam o comércio físico e virtual uniram forças para levar tecnologia a este público”, analisou.

A Camara-e.net e a ACSP comandam um evento itinerante para apresentar as facilidades do ambiente virtual aos empresários. Durante os encontros, os interessados conhecem os aspectos ligados à área como logística, web marketing, inclusive, linhas de financiamento de até R$ 250 mil pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). Já são mais de 1 mil inscritos no projeto.

Mercado

Dois exemplos de lojas eletrônicas que escolheram mercados específicos para atuar são o Donatti 4×4, especializado em peças para jipes e a Camomilah, que vende lingerie de tamanhos grandes. Nascida há sete anos, a loja especializada nasceu a partir do hobby de Luis Fernando Donatti, que é a prática de circuitos off road e a fabricação própria de peças para seu automóvel, já que não estavam disponíveis para venda no País. No ano passado, ele estima que a empresa obteve ganhos na faixa de R$ 2 milhões, sendo que o investimento no negócio até então soma, em média, R$ 70 mil. Donatti ainda está reticente quanto às perspectivas de crescimento para este. “Em momentos de crise, as pessoas deixam de gastar com hobby, para de viajar ou vende o veículo”, aponta.

Para manter o ritmo alcançar a meta de incrementar o faturamento em 40%, nos próximos meses será criada uma importadora. “Revenderemos peças às lojas virtuais concorrentes, que de alguns anos para cá somam mais de 30″, disse o empreendedor. Ainda para facilitar a revenda de equipamentos, o empresário mantém uma distribuidora.

As últimas modificações no e-commerce da Donatti 4×4 foram a instalação de um carrinho de compras virtual e a migração para um provedor Jet, para comportar a página. A loja virtual também passou a aceitar pagamentos via cartão de crédito.

Pressão

Por causa da importância das MPEs na economia, o atual presidente do Conselho Deliberativo do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), Abram Szajman, defendeu a redução de tributos e mais facilidades de acesso a crédito para as micro e pequenas empresas. “Vamos fazer pressão junto à área governamental para que as MPEs paguem menos impostos e tenham mais crédito”, declarou o empresário, mais conhecido por presidir há 21 anos a Federação do Comércio de São Paulo. O discurso aconteceu na 73º reunião do Conselho Deliberativo do Sebrae-SP, quando foram empossados para a nova gestão da entidade, o diretor superintendente Ricardo Tortorella, o diretor Administrativo e Financeiro Milton Dallari e o diretor técnico Paulo Arruda.

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Convergência Digital. Será que 2009 será o ano da virada?

22, janeiro, 2009

Em novembro de 2008, atingimos o recorde de 144,8 milhões de celulares, com uma densidade de 75,24 celulares para cada 100 habitantes. Estatística que coloca o Brasil no topo da lista na América Latina. O Brasil também aparece na lista
das nove nações que concentram quase metade dos telefones celulares do planeta. Vale lembrar que sete em cada dez linhas de celular nos países latino-americanos analisados foram contratadas na modalidade pré-paga.

Além da posição de destaque na telefonia móvel, também temos boas notícias na conectividade à Internet, pois já ultrapassamos as marcas dos 50 milhões de usuários na rede e dos 30 milhões de usuários de Internet Banking.

Nesse ano, também foi lançada a TV Digital, com uma audaciosa meta de atingir a ubiqüidade
até 2016. Vale lembrar que a TV está presente em 97,1% dos lares brasileiros, enquanto os PCs se encontram em apenas 25% deles. Assim, fica claro que será a co
nvergência entre o
celular, a TV e a Internet, que fará toda a diferença na inclusão digital massiva em nosso país.

Um bom exemplo da avidez do ser humano pela convergência digital é o sucesso do iPhone, um smartphone com interface revolucionária, que funde o iPod ao celular. Ao permitir acesso por meio de interfaces amigáveis e interativas a portais de serviços e de conteúdos digitais, esses dispositivos efetivamente fomentam o consumo via celular, ou m-commerce.

Por outro lado, com a chegada da tão esperada interatividade segura da TV Digital, por meio da Certificação Digital ICP-Brasil, esperamos ver aflorar em 2009 os conceitos de t-banking
(acesso a bancos via TV) e t-commerce (compras pela TV), quando poderemos adquirir, por exemplo, o vestido de uma personagem da novela das oito com um simples clique do mouse em nossa TV.

Ou seja, o caminho da convergência digital está desenhado, basta agora o Brasil surfar esta onda.

Fonte - Economia Digital - http://gersonrolim.blogspot.com/

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